Três vezes amor

Quando eu e Andre resolvemos ter o terceiro filho ouvimos de tudo: “vocês são loucos”; “olha como está o país e vocês tendo filho”; “vocês querem povoar o mundo”; “engravidou por querer?”, e por aí vai…

Sim, nós queríamos mais um e desejamos muito ter um terceiro filho, assim como desejamos o primeiro e o segundo. E essa foi a melhor “loucura” que já fizemos, eu gosto de usar uma frase adaptada que resume muito o que sinto: filhos, um é pouco, dois é bom, três é maravilhoso. E acho que filhos são bênçãos e não peso em nossas vidas. Como mãe recebo um amor puro e verdadeiro.

Sempre quis ter três filhos, acho que é um pouco por causa da família que tenho, sou a caçula de três meninas, como irmãs brincávamos muito e brigávamos também, se uma usava a roupa da outra sem pedir então, era uma guerra. O tempo foi passando, as brigas acabaram e hoje somos amigas. Somos três mulheres diferentes, com seus defeitos e qualidades, que se amam muito. E toda essa relação que tive em casa queria que meus filhos tivessem também.

Eu e André sempre tivemos vontade de ter filhos. André até brincava que queria ter um time de futebol, mas só tivemos Davi depois de quatro anos de casados. Não sei explicar o que senti exatamente à época, meu corpo e meu coração pediam um filho e eu só via mulher grávida e bebê por onde ia. Há sete anos tive a felicidade de sentir esse amor incondicional pela primeira vez e ali eu deixei de ser a Maria Inez para ser a mãe do Davi.

Quando Davi tinha 10 meses, veio outra surpresa, grávida novamente. Confesso que quando vi o teste positivo fiquei com medo, afinal tinha um bebê e agora teria outro, como eu iria fazer? mas novamente estava sentindo aquela alegria imensa. E 1 ano, 6 meses e 15 dias depois de ter Davi, recebi Luana em meus braços, minha princesinha, meu docinho.

Nossa que sorte, muitos diziam, vocês têm um casal, já podem “fechar a fábrica”, mas eu não poderia fazer isso, meu coração pedia mais um. Sentia que faltava mais uma criança nas fotos da estante de casa, o carro tinha um lugar para ser ocupado e nossa família também.

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Quando Luana fez três anos, senti novamente meu coração e meu corpo pedirem mais um filho, e cinco anos e meio depois que tive Davi e quatro anos depois da Luana, recebi Mariana em meus braços com todo amor que tenho para dar. Mais um presente de Deus em nossas vidas.

Hoje Mariana tem um ano e oito meses, sinto que sempre tive três filhos em minha vida, minha casa está completa.

Vejo o quanto não há limite para o amor, pois  a minha capacidade de amar cresceu com o nascimento de cada filho. Tenho três filhos únicos, cada um com suas características e individualidades recebem um amor único e incondicional da minha parte.

Não pense você que quando temos o segundo é mais tranquilo porque já sabemos o que fazer e que com o terceiro então, tudo é fichinha, não é bem assim. Muitas situações são mais tranquilas por já tê-las vivenciado, então com o terceiro ficamos menos ansiosas, precipitadas, consumistas. Mas pelo fato de cada filho ser único, passamos por situações diferentes que nunca tínhamos passado, e isso que é o mais bacana.

Minha fé aumentou e rezo mais, tenho consciência que não dá para ficar o tempo todo com cada um deles, então peço ajuda do anjinho da guarda, principalmente para Mariana que está na fase da descoberta e tem aprontado bastante.

As crianças espalham brinquedos pela casa, falam alto, chamam mãe o tempo todo, brincam e brigam, mas nossa casa é mais alegre e tem mais vida. Às vezes me sinto  cansada por tantos afazeres, porém sou recompensada pelo amor triplicado que recebo.

Meu dia com eles é repleto de grande aprendizado, sei todas as músicas da galinha pintadinha, quais dinossauros são herbívoros e quais carnívoros, e já vi Frozen umas mil vezes rsrsrs.

Tento ser melhor todos os dias por mim e por eles, afinal sou espelho. Caso faça algo que vá de encontro ao que já havia dito a eles, pode ter certeza que serei cobrada por isso, o que faz com que policie mais meus atos, para que estejam de acordo com minhas palavras.

Não precisamos de muito para ser feliz, as crianças se alegram com as bobeiras que o pai faz, divertem-se com as caixas que vêm do supermercado e com os fins de semana no parque. E eu e André sorrimos quando vemos o sorriso no rosto deles.

Meu amor pelo André só aumentou com a chegada de cada filho. Nossa cama, agora king size , dificilmente está vazia, sempre tem uma  criança deitada conosco. Namoramos escondido, o que apimenta mais a nossa relação. Quando há desejo o casal sempre encontra um tempo para os dois.

Nunca falta amor aqui em casa,  sempre ganho abraços e beijos e um amor único de três formas diferentes. Agradeço muito a Deus por ter me abençoado com esses três filhos lindos, sou uma mãe privilegiada.

22 comentários em “Três vezes amor

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