Escolhas…

“Sua vida não é algo que alguém dá a você, mas algo que você próprio escolhe, e é você quem decide como viver.”

Ichiro kishimi e Fumitake Koga, A coragem de não agradar

As escolhas que fazemos afetam não só a nossa vida, mas também as pessoas que estão ao nosso redor. As que mais convivem conosco são as mais afetadas, no meu caso meus filhos.

Tem atitudes nossas que são automáticas, como acordar e escovar os dentes, mas outras já não, como a reação que tenho quando uma pessoa me magoa. Eu decido o que fazer com aquilo, fico remoendo e me martirizando, ou deixo para lá e não ligo, ou perdoo e esqueço.

Quantas vezes você já chegou em casa cansado e estressado depois de um dia terrível no seu trabalho e gritou/brigou com seu filho e cônjuge por motivos fúteis. Ou uma pessoa foi mal educada com você, e você foi com outra pessoa, que foi com outra e assim por diante, gerando um efeito cascata.

Nós decidimos o que fazer com aquilo que recebemos. É muito fácil devolver amor, carinho e atenção quando os recebemos. Mas quando recebemos ódio, rancor, falta de atenção, será que temos que devolver o mesmo? Temos que começar a reavaliar nossas atitudes, ressignificar o que recebemos, para que outros não sofram por algo que não contribuíram para que acontecesse.

É muito fácil culpar outros pelas nossas atitudes, justificativas existem as mais variadas, dizer eu fiz isso porque estava cansado, tive um dia péssimo e ele ficou me perturbando é comum ver por aí, mas dizer eu fiz isso porque eu escolhi fazer. Dentre todas as possibilidades de reação que eu tinha escolhi essa, isso você dificilmente verá alguém fazer.

Tenho avaliado muito minhas atitudes, principalmente em relação aos meus filhos, e vejo que muitas das vezes que falei mais alto com eles ou até mesmo gritei a culpa foi minha, eu que tive uma reação desproporcional em relação a algo que eles haviam feito. E o porquê dessa minha atitude, aí as desculpas não faltam, o que falta muitas vezes é eu me responsabilizar pelos meus atos.

Avaliar-se é o primeiro passo para ter uma convivência mais harmoniosa e se tiver uma pessoa para te ajudar, melhor ainda. Aqui em casa tenho o André, que é super companheiro e excelente pai. Ele tem me ajudado muito a modificar minhas atitudes e juntos temos ensinado as crianças sobre as consequências de seus atos. Usamos com eles um método simples, os dedos da mão (o que funciona muito bem, pois somos cinco), quando um está nervoso ou estressado, tem que tentar ao máximo se afastar e modificar seu estado de espírito, para assim não contagiar os outros membros da família.

Eu e André fazemos isso o tempo todo quando percebemos que o outro não está legal. Os filhos são como esponjas, eles absorvem o que vem dos pais, então um afasta o outro quando percebe que ele não está bem, para evitar ao máximo afetar as crianças.

A paciência, a resiliência, a compreensão são treinamentos diários, pois podemos esquecê-los facilmente e ter uma atitude desproporcional, assim acabar magoando quem mais amamos.

Nossas atitudes afetam diretamente nossos filhos, então reavalie-se. Pense bem, você gostou da forma como foi tratado? Se a resposta foi negativa, então porque vai passar isso para frente. Não faça com o outro o que não gostaria que fizessem com você. Seja responsável por tudo o que acontece com você. Assuma a responsabilidade por suas escolhas, você é quem decide como quer viver, você vai ver que as coisas mudam quando você se torna protagonista de sua vida.

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