Resolva a p*rra dos seus problemas – Laura Jane Williams

Para quem é pai, mãe ou convive com alguma criança sabe o quanto aprendemos com ela. Todos os dias elas nos ensinam como sermos mais generosos, não levar as coisas para o lado pessoal, amar e perdoar e principalmente nos dão aula de como viver mais no presente ao esquecerem facilmente o ocorrido e não se preocuparem com o futuro. Leia mais

A coragem de ser imperfeito – Brené Brown

Aceitar que não tenho controle de tudo, não posso mudar o passado, não tenho todas as respostas, não sou uma mãe perfeita, não estou sempre bem,  não sou positiva o tempo todo,  não dou conta de tudo, tenho medos, falhas, fraquezas, não é algo fácil.

Diariamente, meu juiz interior faz questão de entrar em cena, me julgo, me condeno, sofro por um erro que não deveria ter cometido. O custo dessa imagem de perfeição, da pessoa que deveria ser, é muito alto. Reconhecer em mim que sou imperfeição, mas que tento fazer o meu melhor com os recursos que tenho, tem tirado um peso enorme de minhas costas. E é sobre vulnerabilidade e a coragem de assumir suas imperfeições que Brené Brown fala em seu livro A coragem de ser imperfeito:

“Vulnerabilidade não é fraqueza; e a incerteza, os riscos e a exposição emocional que enfrentamos todos os dias não são opcionais. Nossa única escolha tem a ver com o compromisso. A vontade de assumir os riscos e de se comprometer com a nossa vulnerabilidade determina o alcance de nossa coragem e clareza de nosso propósito.”

Assumir nossa imperfeição para nós mesmos é um processo libertador e quando temos pessoas que nos amam, nos apoiam e nos acolhem, tudo fica mais fácil. A autora fala no livro que a partir do momento que compartilhamos nossos sentimentos e experiências com pessoas que conquistaram esse direito, o resultado dessa vulnerabilidade é mais confiança e mais envolvimento.

Ainda bem que tenho pessoas maravilhosas ao meu lado que vêem o que sou de verdade, os meus anjinhos daqui de casa têm o poder de transformar minha tempestade num copo d’água em uma maresia. André e as crianças são anjos enviados por Deus para fazer de mim uma pessoa melhor, eles me acolhem, me ouvem, me perdoam, me amam. Eles me ensinam a ver e viver a vida de uma forma mais leve.

Tenho procurado trabalhar mais em mim a autocompaixão, reconhecendo meus limites, olhando mais com amor e autogentileza, até para poder ensinar as crianças não se autojulgarem tanto. Para a autora:

“Quem somos e como nos relacionamos com o mundo são indicadores muito mais fortes de como nossos filhos se sairão na vida do que tudo que sabemos sobre criação de filhos.”

Queremos ser perfeitos, dar conta de tudo corretamente, mas nem sempre isso é possível, afinal exercemos vários papeis, não dá para ficar o tempo todo querendo seguir regras e padrões de perfeição que não existem. Temos que ter em mente que em muitos casos o feito é melhor que perfeito, porque há coisas que precisam somente que sejam feitas.

Estabelecer prioridades nem sempre é fácil, mas necessário, pois quando tentamos abraçar o mundo e atender a todos esquecemos de nós mesmos, esquecemos do que realmente importa, Brené afirma que:

“Viver uma vida emocionalmente saudável tem a ver com impor limites, gastar menos tempo e energia se preocupando  com pessoas sem importância e enxergar o valor de se trabalhar para ter um vínculo de maior qualidade com a família e os amigos mais próximos.”

Nesse mundo de pessoas que se acham perfeitas, assumir a nossa imperfeição soa estranho, mas se queremos ter uma vida mais leve e saudável temos que não nos cobrar tanto, afinal somos seres imperfeitos com defeitos e qualidades e o mais fantástico da vida é que todos os dias temos a chance de mudar e de fazer diferente.

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Além de ler o livro, vale a pena ver as palestras da Brené: TED Talks: O poder da vulnerabilidade e Escutando a vergonha; e no Netflix: Chamado à coragem (The call to Courage).

Caso tenha interesse, compre aqui: A coragem de ser imperfeito, de Brené Brown

 

Cuide dos pais antes que seja tarde – Fabrício Carpinejar

Nós pais nos cobramos muito no sentido de cuidar dos nossos filhos, queremos ser os melhores pais, amigos, companheiros, dar muito amor e é claro queremos receber muito amor também. Porém, conforme os filhos vão crescendo eles vão se distanciando de nós, arranjam namorada (o), tem seus amigos, não querem sair mais conosco, reclamamos,  sofremos, mas esquecemos que também fomos filhos assim, que muitas de suas atitudes são iguais a que tivemos na mesma idade.

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O ego é seu inimigo – Ryan Holiday

Quando comecei a ler esse livro “O ego é seu inimigo” de Ryan Holiday, senti necessidade de escrever um artigo a respeito que intitulei “Meu Ego”, fiquei super empolgada com ele, porém quando André começou a ler logo disse que não era eu que havia escrito o artigo, que não tinha nada a ver comigo, o meu ego que tinha escrito tudo àquilo. Eu não  acreditei que estava fazendo o contrário do que o livro pregava, estava deixando meu ego falar por mim.

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As coisas que você só vê quando desacelera – Haemin Sunim

– Mãe! Mãe! Manhê! – Oi Luana! – Me dá um beijo? – Mãe! Mãe! Manhê! – Oi Lu! – Eu te amo! Essa é a tática que Luana usa para eu parar durante o dia e dar atenção a ela. Mariana já fala: “xenta mamãe ati”, pedindo para eu sentar ao lado dela para assistirmos juntas o desenho. Já Davi chama a minha atenção com suas estórias e teorias, algumas inventadas, outras tiradas de algum desenho educativo (como ele diz).

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