A coragem de ser imperfeito – Brené Brown

Aceitar que não tenho controle de tudo, não posso mudar o passado, não tenho todas as respostas, não sou uma mãe perfeita, não estou sempre bem,  não sou positiva o tempo todo,  não dou conta de tudo, tenho medos, falhas, fraquezas, não é algo fácil.

Diariamente, meu juiz interior faz questão de entrar em cena, me julgo, me condeno, sofro por um erro que não deveria ter cometido. O custo dessa imagem de perfeição, da pessoa que deveria ser, é muito alto. Reconhecer em mim que sou imperfeição, mas que tento fazer o meu melhor com os recursos que tenho, tem tirado um peso enorme de minhas costas. E é sobre vulnerabilidade e a coragem de assumir suas imperfeições que Brené Brown fala em seu livro A coragem de ser imperfeito:

“Vulnerabilidade não é fraqueza; e a incerteza, os riscos e a exposição emocional que enfrentamos todos os dias não são opcionais. Nossa única escolha tem a ver com o compromisso. A vontade de assumir os riscos e de se comprometer com a nossa vulnerabilidade determina o alcance de nossa coragem e clareza de nosso propósito.”

Assumir nossa imperfeição para nós mesmos é um processo libertador e quando temos pessoas que nos amam, nos apoiam e nos acolhem, tudo fica mais fácil. A autora fala no livro que a partir do momento que compartilhamos nossos sentimentos e experiências com pessoas que conquistaram esse direito, o resultado dessa vulnerabilidade é mais confiança e mais envolvimento.

Ainda bem que tenho pessoas maravilhosas ao meu lado que vêem o que sou de verdade, os meus anjinhos daqui de casa têm o poder de transformar minha tempestade num copo d’água em uma maresia. André e as crianças são anjos enviados por Deus para fazer de mim uma pessoa melhor, eles me acolhem, me ouvem, me perdoam, me amam. Eles me ensinam a ver e viver a vida de uma forma mais leve.

Tenho procurado trabalhar mais em mim a autocompaixão, reconhecendo meus limites, olhando mais com amor e autogentileza, até para poder ensinar as crianças não se autojulgarem tanto. Para a autora:

“Quem somos e como nos relacionamos com o mundo são indicadores muito mais fortes de como nossos filhos se sairão na vida do que tudo que sabemos sobre criação de filhos.”

Queremos ser perfeitos, dar conta de tudo corretamente, mas nem sempre isso é possível, afinal exercemos vários papeis, não dá para ficar o tempo todo querendo seguir regras e padrões de perfeição que não existem. Temos que ter em mente que em muitos casos o feito é melhor que perfeito, porque há coisas que precisam somente que sejam feitas.

Estabelecer prioridades nem sempre é fácil, mas necessário, pois quando tentamos abraçar o mundo e atender a todos esquecemos de nós mesmos, esquecemos do que realmente importa, Brené afirma que:

“Viver uma vida emocionalmente saudável tem a ver com impor limites, gastar menos tempo e energia se preocupando  com pessoas sem importância e enxergar o valor de se trabalhar para ter um vínculo de maior qualidade com a família e os amigos mais próximos.”

Nesse mundo de pessoas que se acham perfeitas, assumir a nossa imperfeição soa estranho, mas se queremos ter uma vida mais leve e saudável temos que não nos cobrar tanto, afinal somos seres imperfeitos com defeitos e qualidades e o mais fantástico da vida é que todos os dias temos a chance de mudar e de fazer diferente.

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Além de ler o livro, vale a pena ver as palestras da Brené: TED Talks: O poder da vulnerabilidade e Escutando a vergonha; e no Netflix: Chamado à coragem (The call to Courage).

Caso tenha interesse, compre aqui: A coragem de ser imperfeito, de Brené Brown

 

A morte é um dia que vale a pena viver – Ana Claudia Quintana Arantes

Dia cinco de fevereiro desse ano perdi uma pessoa que amava muito, minha madrinha de batismo Elza, depois de anos de luta contra a leucemia ela se foi, estava cansada, exausta mesmo. Ela teve vários momentos de muita fé, de clamor ao Senhor pedindo forças para continuar lutando, mas também teve seus momentos de descrença, de desânimo, pois sabia que na terra tudo estava sendo feito, porém a doença continuava aumentando com força total, mesmo com os vários remédios que tomava todos os dias.

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A arte francesa de mandar tudo à merda- Fabrice Midal

Depois que pedi exoneração do meu cargo no Fórum de Campo Grande, sempre tive dificuldade para dizer qual era minha profissão, quando fazia faculdade e depois estudando para concursos dizia que era estudante, depois que tive as crianças e ficava somente em casa cuidando delas e dos afazeres domésticos inventava algo só para não dizer que não estava trabalhando para fora, sentia que não trabalhar era um grande peso para mim, apesar de André não cobrar que trabalhasse eu sempre me cobrei muito. Com o tempo consegui tirar esse peso das minhas costas, hoje quando me perguntam já consigo dizer que sou mãe e dona de casa que gosta de se aventurar na escrita, e estou feliz assim.

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O poder do eu te amo – Marcos Piangers

A primeira vez que ouvi eu te amo do André fiquei muda, não sabia o que dizer, nunca tinha dito ou ouvido de um homem, ainda não havia amado alguém, namorávamos já algum tempo e estava apaixonada por ele, mas ainda não sabia dizer se era amor, então resolvi me calar (ainda bem que ele não considerou isso uma rejeição).

André me ensinou o que é o amor, não só entre um homem e uma mulher, mas também de pais e filhos, a relação amorosa que ele sempre teve com seus pais, irmã e familiares de uma forma geral me ensinou o “poder do eu te amo”. Um poder que transforma, conforta, ameniza, alegra, supera, traz paz, confiança, aconchego…

Meus pais nunca foram muito de me dizer eu te amo quando criança, apesar de sentir o amor deles através de suas atitudes, a criação que eles tiveram de meus avós não permitia muito isso, nem sei se alguma vez eles ouviram essa frase de seus pais.

Depois que comecei a namorar André (há 17 anos), percebi o quanto o “eu te amo” aproxima e comecei a falar para meus pais. No começo minha mãe só dizia “eu também”, hoje ela já diz “eu também te amo”. Essa pequena frase também me aproximou mais de minhas irmãs e sobrinhos. É muito bom sentir-se amada! E quando ouvimos de quem amamos um eu te amo, carregado de sentimentos, faz toda diferença.

Todos os dias, várias vezes ao dia, eu e André falamos para as crianças o quanto a amamos, que na maioria das vezes vem acompanhado com um abraço e um beijinho. Fazemos questão de demonstrar nosso amor por eles não somente em palavras, mas em gestos também. Outro dia, mandei na lancheira um recadinho para Davi e para Luana, e recebi o seguinte recadinho da professora do Davi na agenda: “Bom dia, família! Hoje nosso pequeno Davi se emocionou com o recadinho de amor, durante o lanche! Parabéns pela iniciativa. Ele realmente se sentiu amado. Segue foto em anexo.”

E é esse poder transformador que Marcos Piangers fala em seu livro “O poder do eu te amo”, ao contar um pouco de sua vida e do que essa frase já o transformou e transformou pessoas, fortalecendo relacionamentos.

“Nunca imaginei que amolecer meu coração transformaria o mundo em um lugar mais suave. Que o amor é contagiante. Avisem por aí. O mundo está cheio de pessoas boas. Se você não consegue encontrá-las, seja uma.”

De rápida leitura e um enorme significado, o mais bacana do livro é a reflexão que ele nos traz, como é bom se sentir amado e que nunca é tarde para começar a praticar.

Compre aqui: O poder do eu te amo

 

O cérebro da criança – Daniel J. Siegel e Tina Payne Bryson

Todos os dias enfrentamos vários desafios para educar nossos filhos e muitas vezes não sabemos como agir em relação a determinadas atitudes de forma a não prejudicar o relacionamento familiar.

Daniel e Tina vem nos mostrar que ao procurarmos entender o que se passa no cérebro de nossos filhos podemos ajudá-los a ter uma vida emocional e intelectual mais saudável, e eles fazem isso através de dicas simples de como agir em determinadas situações.

Os ensinamentos do livro vão além de apenas entender o que se passa com nossas crianças, fazendo nós adultos refletirmos como andam nossos comportamentos não somente em relação a nossos filhos, mas também a nós mesmos.

O fato é que precisamos aproveitar todas as oportunidades que temos para ensinar algo a nossas crianças, como em uma discussão ouvir o ponto de vista do outro e comunicar os nossos desejos de maneira clara e respeitosa.

Algumas dicas do livro são, por exemplo, no caso de uma crise tentar tranquilizá-la e ajudá-la a desviar a atenção para outra coisa.

Já no caso de uma birra, oferecer limites mostrando as consequências de suas atitudes e a controlar impulsos. Conectar e redirecionar, ajudando-a a se acalmar e afastando-a do caos.

Vejo o quanto é essencial aprendermos controlar nossas emoções e expressar nossos sentimentos, e assim ensinar nossos filhos a fazerem o mesmo. As emoções e sentimentos são um estado momentâneo e não uma característica da personalidade, aí está a importância de dizer “você está e não você é de tal maneira”, jamais diga ou permita que seu filho diga “eu sou burro”, “eu sou desastrado” ou qualquer outro rótulo que possa diminui-lo.

Para querer que nossos filhos tenham mais empatia, precisamos nós pais proporcionar-lhes experiências que os levem a pensar mais nos outros. Pensar em suas atitudes e nas consequências delas.

Nossos filhos são como esponjas, além de captar nossos sentimentos, eles costumam agir da mesma forma que nós. Portanto, caso eles estejam tendo alguma atitude inapropriada procure certificar-se que não faz o mesmo, antes de querer recriminá-lo.

Uma dica importante do livro é como reagir em momentos de raiva: usar a visão mental, focar a respiração, tomar água, dar um tempo e alongar ou parar um instante para se recompor. Após conectarmos conosco podemos conectar com nossos filhos, respondendo a eles de forma a estabelecer limites claros e conscientes e, se necessário, reparar qualquer ruptura em nosso relacionamento.

“Os tipos de relacionamentos que nossos filhos vivenciam estabelecerão o modo como se relacionarão com os outros pelo resto da vida. Quanto mais apreciarem o tempo que passam com você e o restante da família, mais valorizarão os relacionamentos e desejarão mais experiências relacionais positivas e saudáveis no futuro.”

Os conflitos entre irmãos são comuns, mas eles não podem ser maiores do que os momentos de diversão que passam juntos. Quanto mais eles se divertem juntos quando criança, maior e melhor será o relacionamento deles quando crescerem, segundo o livro.

Nosso estado mental pode influenciar o estado mental de nossos filhos, quando estamos irritados podemos passar essa irritação a eles, já quando eles estão irritados nós adultos temos o poder de transformar a chateação e irritabilidade em diversão, risos e conexão e assim evitar que aja quebra da paz do lar.

Quando os pais reagem sensivelmente as emoções e as necessidades dos filhos, estes prosperam social e emocionalmente.

Apesar de muitas vezes sentirmos vontade de colocar nossos filhos em bolhas, assim evitarmos que errem e que sofram, agindo desse modo não permitiremos que eles cresçam e evoluam. Nossa responsabilidade é estar presente e ajudá-los a enfrentar todas as adversidades que aparecerem.

No fim do livro os autores apresentam uma ficha para ser destacada e colocada na geladeira, nela há um pequeno resumo do livro de forma que os pais possam consultá-la com facilidade quando acharem necessário. Há também tabelas que podem ser usadas como referência para usar as doze estratégias do cérebro por inteiro a cada nova idade e fase de seu filho.

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