Ser feliz

 

Ao ver Luana e Mariana brincarem jogando água em si mesmas com copos pensei no quanto as crianças não precisam de muito para ser feliz, o sorriso e a gargalhada vieram fácil e como disse a Luana nesse dia: “esse foi o melhor dia da minha vida!”, ela diz isso toda vez que se diverte muito. Graças a Deus ela tem dito isso com uma certa frequência.  Davi também tem o “sorriso frouxo”, dá gargalhada com um episódio de seu desenho favorito e ri sozinho enquanto inventa estórias com seus brinquedos.

Leia mais

As coisas que você só vê quando desacelera – Haemin Sunim

– Mãe! Mãe! Manhê! – Oi Luana! – Me dá um beijo? – Mãe! Mãe! Manhê! – Oi Lu! – Eu te amo! Essa é a tática que Luana usa para eu parar durante o dia e dar atenção a ela. Mariana já fala: “xenta mamãe ati”, pedindo para eu sentar ao lado dela para assistirmos juntas o desenho. Já Davi chama a minha atenção com suas estórias e teorias, algumas inventadas, outras tiradas de algum desenho educativo (como ele diz).

Leia mais

Mãe maravilha

Não, eu não sou mulher maravilha, então não sou mãe maravilha. Por mais que eu tente fazer tudo sozinha, chega um momento que não dá mais, o corpo e a mente dizem chega e tenho que parar.

O duro é que o momento do pare não é tão fácil perceber, e que por mais que eu tente negar as crianças não deixam. Quando os filhos estão nervosos, estressados, carentes e/ou tristes o problema pode não estar neles.

Nos últimos dias as crianças estavam estressadas, briguentas e dengosas e foi só quando em um momento que perdi a paciência e gritei com eles que percebi que eu era o problema, errei ao fazer isso, porque eles só estavam refletindo o meu estado emocional.

Aí vem o que é prioridade, por mais que eu queira fazer mil coisas ao mesmo tempo, eles vêm me lembrar o que deve ser prioridade ao clamarem por atenção. E eles merecem não só a minha atenção, mas também o meu melhor, a melhor mãe do mundo. Não uma mãe que queira dar conta de tudo e sim uma que saiba que há tempo para tudo e que nesse momento eles devem e precisam ser a minha maior prioridade.

Eles precisam de uma mãe que não é perfeita, que tem consciência que o feito é melhor que perfeito, não que seja feito de má vontade, mas que há coisas que precisam somente serem feitas. Uma mãe que erra, mas que sabe reconhecer seu erro e que se esforça para ser melhor todos os dias, por eles e por ela mesma. Uma mãe que apesar dos seus milhares de defeitos, educa-os de forma a aprenderem que todos os dias temos a oportunidade de mudar.

Não, eu não sou mãe maravilha, apesar de amar dar e ganhar beijos e abraços, já os neguei em um momento de irritação e estresse. Quando estou assim, percebo que o melhor a fazer é me afastar, pois quando reajo automaticamente sem pensar, as chances da bronca ser maior do que deveria ser é muito grande, e ao invés dela ser educativa, deixa feridas que demoram a cicatrizar.

Apesar de ser cabeleireira, manicure, costureira, professora, cozinheira, doméstica, psicóloga e demais papéis que uma mãe desempenha para seus filhos, não sou mãe maravilha, pois tem hora que não consigo continuar e preciso puxar o freio de mão. Ao estabelecer prioridades vem junto renúncia, compreensão e empatia, só vou conseguir que meus filhos saibam o significado dessas palavras, caso eu as pratique de forma natural e amável.

Não, eu não sou mãe maravilha, por mais que eu queira saber de tudo, saber sempre como agir, por vezes não sei o que fazer. Já fiz terapia para encontrar respostas. Soluções procuro-as nos livros, nem sempre as encontro, aí uso meu instinto materno, sempre funciona? Infelizmente não, mas quando agimos com amor, no fim tudo dá certo.

Meus filhos estão crescendo e estão vendo que apesar da mãe deles possuir alguns poderes como a força para carregar os filhos, bolsa e sacolas tudo ao mesmo tempo; o olhar que consegue detectar a distância que tem algo de errado com eles; a agilidade para salvá-lo antes de cair, tirá-los do perigo; a coragem para enfrentar o que for necessário para protegê-los; meu maior poder é de acalmar com um abraço e curar com um beijo.

Sou uma mãe em construção, já mudei muito ao desempenhar esse papel, sei que há ainda muito a fazer, sem fórmulas e nem regras rígidas, vou seguindo, um dia de cada vez, descobrindo todos os dias o que é ser mãe, aprendendo mais do que ensinando.

Meus filhos estão dizendo através de suas atitudes que eles não querem uma heroína, e sim somente uma mãe. Uma mãe que sente no chão para brincar, que pinte, que assista desenhos e filmes com eles (por mais que seja a milésima vez que eles assistam o mesmo filme), que esteja totalmente presente, de corpo e alma. Enfim, uma mãe humana, que seja simplesmente mãe .

O cérebro da criança – Daniel J. Siegel e Tina Payne Bryson

Todos os dias enfrentamos vários desafios para educar nossos filhos e muitas vezes não sabemos como agir em relação a determinadas atitudes de forma a não prejudicar o relacionamento familiar.

Daniel e Tina vem nos mostrar que ao procurarmos entender o que se passa no cérebro de nossos filhos podemos ajudá-los a ter uma vida emocional e intelectual mais saudável, e eles fazem isso através de dicas simples de como agir em determinadas situações.

Os ensinamentos do livro vão além de apenas entender o que se passa com nossas crianças, fazendo nós adultos refletirmos como andam nossos comportamentos não somente em relação a nossos filhos, mas também a nós mesmos.

O fato é que precisamos aproveitar todas as oportunidades que temos para ensinar algo a nossas crianças, como em uma discussão ouvir o ponto de vista do outro e comunicar os nossos desejos de maneira clara e respeitosa.

Algumas dicas do livro são, por exemplo, no caso de uma crise tentar tranquilizá-la e ajudá-la a desviar a atenção para outra coisa.

Já no caso de uma birra, oferecer limites mostrando as consequências de suas atitudes e a controlar impulsos. Conectar e redirecionar, ajudando-a a se acalmar e afastando-a do caos.

Vejo o quanto é essencial aprendermos controlar nossas emoções e expressar nossos sentimentos, e assim ensinar nossos filhos a fazerem o mesmo. As emoções e sentimentos são um estado momentâneo e não uma característica da personalidade, aí está a importância de dizer “você está e não você é de tal maneira”, jamais diga ou permita que seu filho diga “eu sou burro”, “eu sou desastrado” ou qualquer outro rótulo que possa diminui-lo.

Para querer que nossos filhos tenham mais empatia, precisamos nós pais proporcionar-lhes experiências que os levem a pensar mais nos outros. Pensar em suas atitudes e nas consequências delas.

Nossos filhos são como esponjas, além de captar nossos sentimentos, eles costumam agir da mesma forma que nós. Portanto, caso eles estejam tendo alguma atitude inapropriada procure certificar-se que não faz o mesmo, antes de querer recriminá-lo.

Uma dica importante do livro é como reagir em momentos de raiva: usar a visão mental, focar a respiração, tomar água, dar um tempo e alongar ou parar um instante para se recompor. Após conectarmos conosco podemos conectar com nossos filhos, respondendo a eles de forma a estabelecer limites claros e conscientes e, se necessário, reparar qualquer ruptura em nosso relacionamento.

“Os tipos de relacionamentos que nossos filhos vivenciam estabelecerão o modo como se relacionarão com os outros pelo resto da vida. Quanto mais apreciarem o tempo que passam com você e o restante da família, mais valorizarão os relacionamentos e desejarão mais experiências relacionais positivas e saudáveis no futuro.”

Os conflitos entre irmãos são comuns, mas eles não podem ser maiores do que os momentos de diversão que passam juntos. Quanto mais eles se divertem juntos quando criança, maior e melhor será o relacionamento deles quando crescerem, segundo o livro.

Nosso estado mental pode influenciar o estado mental de nossos filhos, quando estamos irritados podemos passar essa irritação a eles, já quando eles estão irritados nós adultos temos o poder de transformar a chateação e irritabilidade em diversão, risos e conexão e assim evitar que aja quebra da paz do lar.

Quando os pais reagem sensivelmente as emoções e as necessidades dos filhos, estes prosperam social e emocionalmente.

Apesar de muitas vezes sentirmos vontade de colocar nossos filhos em bolhas, assim evitarmos que errem e que sofram, agindo desse modo não permitiremos que eles cresçam e evoluam. Nossa responsabilidade é estar presente e ajudá-los a enfrentar todas as adversidades que aparecerem.

No fim do livro os autores apresentam uma ficha para ser destacada e colocada na geladeira, nela há um pequeno resumo do livro de forma que os pais possam consultá-la com facilidade quando acharem necessário. Há também tabelas que podem ser usadas como referência para usar as doze estratégias do cérebro por inteiro a cada nova idade e fase de seu filho.

img_7580

Compre aqui: O cérebro da criança: 12 estratégias revolucionárias para nutrir a mente em desenvolvimento do seu filho e ajudar sua família a prosperar

Transparência: este artigo contém links de parceiros associados. Caso você compre um produto através deste links, ganharei uma comissão dos parceiros indicados. É uma relação ganha-ganha entre a empresa parceira, que atinge mais pessoas; a produtora de conteúdo, que continua compartilhando seus artigos; e você, que continua tendo acesso a um conteúdo gratuito e de qualidade.